O que é o ponto A feminino? Como estimular o ponto A usando posições sexuais
Índice
O ponto A (Zona Erógena do Fórnix Anterior, ou AFE, na sigla em inglês) é uma zona erógena localizada dentro da vagina feminina que pode proporcionar intenso prazer sexual a algumas mulheres. Ele está localizado entre a parede vaginal anterior e o colo do útero, a uma profundidade de cerca de 10 a 12,7 cm (4 a 5 polegadas).
Embora não seja tão conhecido quanto o ponto G, este ponto pode proporcionar prazer intenso, aumentar a lubrificação vaginal e potencialmente levar a orgasmos mais duradouros. O ponto A e... Ponto GEles estão a apenas cerca de cinco centímetros de distância um do outro, mas os métodos de estimulação são diferentes e uma penetração mais profunda pode ser necessária.
Desde que a sexóloga malaia Dra. Chua Chee Ann começou a pesquisá-lo no final da década de 1980, o ponto A tornou-se gradualmente um foco da sexologia, pois sua estimulação pode promover a lubrificação vaginal e até mesmo induzir o orgasmo. Este artigo irá explorar a anatomia do ponto A, sua história de descoberta, como encontrá-lo e técnicas práticas para estimulá-lo durante o sexo, incluindo cronogramas e gráficos para mostrar seus marcos importantes, ajudando os leitores a compreenderem plenamente essa zona erógena.

A história e os marcos importantes do ponto A
A descoberta do ponto A não foi acidental, mas sim fruto dos avanços na pesquisa sexológica. Os cientistas começaram a explorar as zonas erógenas femininas já em meados do século XX, mas o ponto A só foi formalmente identificado na década de 1990. A sexóloga malaia Dra. Chua Chee Ann foi pioneira nessa descoberta, revelando o potencial dessa área profunda por meio de observação clínica e experimentação.

Contexto da descoberta
Na década de 1980, a pesquisa sobre saúde sexual feminina concentrou-se em Ponto G(Proposto por Ernst Gräfenberg em 1950), mas muitas mulheres relatam um prazer único com a penetração profunda, sem explicação aparente. O Dr. Chua Chee Ann começou a estudar as vias neurais da parede vaginal anterior no final da década de 1980, com o objetivo de tratar o ressecamento vaginal e a dificuldade de excitação sexual em mulheres. Ele observou que a estimulação da metade interna da parede vaginal anterior induz rapidamente a lubrificação reflexa, diferentemente das terapias sexuais tradicionais, e não requer medicação ou psicanálise.
Em 1993, no 11º Congresso Mundial de Sexologia, no Rio de Janeiro, Brasil, a Dra. Chua anunciou ao mundo, pela primeira vez, a descoberta do Ponto A (área AFE). Esse marco representou a expansão da pesquisa sobre as zonas erógenas femininas, passando do ponto G superficial para áreas mais profundas.
Em 1997, a Dra. Chua publicou um estudo fundamental com mulheres que apresentavam problemas de orgasmo. As participantes foram submetidas a 10-15 minutos de estimulação repetida da parede vaginal anterior. Os resultados mostraram que dois terços das participantes experimentaram aumento da lubrificação vaginal e atingiram o orgasmo. Este estudo confirmou formalmente a existência do ponto A e o denominou "zona erógena do fórnix anterior". Desde então, o ponto A passou a fazer parte da educação sexual.

Pesquisa e desenvolvimento subsequentes
Após 1997, embora a pesquisa sobre o ponto A não fosse tão extensa quanto a sobre o ponto G, ele foi gradualmente integrado à fisiologia sexual feminina. Na década de 2000, a mídia começou a noticiá-lo, como no vídeo do YouTube de 2007 que apresentou as descobertas da Dra. Chua. Em 2011, o ponto A apareceu no conhecido programa americano "Dr. Oz Show", aumentando a conscientização do público.
Na década de 2010, a indústria de brinquedos sexuais respondeu à demanda lançando vibradores para o ponto G/A com designs curvos. Na década de 2020, a pesquisa se voltou para abordagens integrativas; por exemplo, um estudo da Springer de 2021 discutiu as diferenças anatômicas entre o ponto G e o ponto A, confirmando que o ponto A é uma área densamente concentrada de nervos, e não um ponto único. Em 2022, um estudo publicado em um periódico indiano explorou a aplicação do ponto A no tratamento da secura vaginal. Em 2025, o ResearchGate publicou uma revisão enfatizando o papel do ponto A na diversidade da ejaculação e do orgasmo feminino.

Cronograma de Marcos Principais
A tabela a seguir mostra os principais períodos e eventos no desenvolvimento do ponto A:
| Período de tempo | Marco | Influência |
|---|---|---|
| Final da década de 1980 | Chua Chee Ann começou a pesquisar as vias nervosas da parede vaginal anterior para abordar o problema da secura sexual feminina. | Estabeleça as bases e mude o foco para uma estimulação mais profunda. |
| 1993 | A descoberta da zona AFE (ponto A) foi anunciada no Congresso Mundial de Sexologia. | Pela primeira vez, amplia o conceito de zonas erógenas femininas. |
| 1997 | Um estudo fundamental foi publicado confirmando que a estimulação do ponto A aumenta a lubrificação e o orgasmo. | A verificação científica levou à atribuição oficial do nome ao ponto A. |
| 2007 | Vídeos do YouTube e reportagens da mídia popularizam o conhecimento sobre o Ponto A. | A conscientização pública aumentou. |
| 2011 | Após aparições no programa "Dr. Oz Show", fabricantes de brinquedos sexuais começaram a desenvolver produtos voltados para o ponto A. | Aplicações comerciais aumentam a acessibilidade. |
| 2021-2022 | A pesquisa publicada em periódicos científicos explora a anatomia e o potencial terapêutico do ponto A (por exemplo, secura vaginal). | Aplicações médicas integrativas. |
| 2025 | O estudo de revisão enfatiza o papel do ponto A na diversidade orgásmica. | Verificação científica contínua, perspectivas futuras. |
Esta linha do tempo mostra a evolução do ponto A, desde a descoberta marginal até a aceitação generalizada, refletindo a tendência da sexologia da controvérsia à aceitação.

Quem é o proprietário do ponto A?
Nem todas as pessoas têm o ponto A. Apenas mulheres cisgênero e indivíduos designados como mulheres ao nascer possuem essa área, pois ela está localizada dentro da vagina e está associada à anatomia reprodutiva feminina. Homens transgênero ou pessoas não binárias podem não ter acesso direto a ela se não tiverem se submetido a cirurgia vaginal.
No entanto, a existência do ponto A permanece controversa. Alguns especialistas questionam se ele é um "ponto" independente ou se assemelha mais a uma "área" densamente concentrada de terminações nervosas. Mas a maioria dos educadores sexuais concorda com sua existência, com base em relatos anedóticos e em um estudo de 1997. O estudo mostrou que aproximadamente 62,91% das mulheres com TP3T relataram áreas semelhantes ao ponto G, e o ponto A pode ser similar.

Anatomia Básica
O ponto A é composto por tecido sensível que contém terminações nervosas conectadas aos nervos pélvicos. Sua localização é semelhante à da próstata masculina (ponto P), por isso às vezes é chamado de "próstata feminina". Isso explica por que a estimulação profunda pode evocar sensações semelhantes a um orgasmo prostático. Alta variabilidade: A estrutura interna do clitóris é diferente em cada pessoa, e a localização do ponto A pode variar ligeiramente.
Em termos de idade, mulheres mais jovens podem experimentar essas mudanças mais facilmente devido às alterações hormonais; após a menopausa, a lubrificação diminui, mas técnicas podem compensar. Fatores culturais também influenciam a percepção: no Ocidente, o ponto A é relativamente novo; na Ásia, as descobertas da Dra. Chua foram incorporadas às discussões tradicionais sobre saúde sexual há mais tempo.

Onde fica o ponto A?
O Ponto A está localizado na parede vaginal anterior, a cerca de 10 a 15 cm de profundidade, entre o colo do útero e a bexiga. É mais profundo que o ponto G (cerca de 5 cm de profundidade), daí o nome "ponto profundo". Diagramas anatômicos mostram que ele fica próximo ao fórnix anterior e tem uma consistência macia e esponjosa quando estimulado.
Os fatores de variação incluem o comprimento vaginal e a inclinação pélvica. Alicia Sinclair (fundadora da b-Vibe) afirmou: "A estrutura interna de cada pessoa é diferente, e a localização do ponto A pode variar ligeiramente". Estudos de imagem (como ultrassom) confirmaram sua alta densidade nervosa, assemelhando-se a uma extensão do clitóris.

Mapa de localização
| área | Profundidade (polegadas) | Descrição do local | Características táteis |
|---|---|---|---|
| Ponto G | 1-2 | Parede anterior da abertura vaginal | Em forma de noz, esponjoso |
| Ponto A | 4-6 | Na frente do colo do útero, perto da bexiga. | Macio, sem textura óbvia. |
Como encontro o ponto A?
Primeiro, localize o ponto G: Insira o dedo indicador de 2,5 a 5 centímetros, curvando-o para cima em direção ao umbigo. Se sentir uma área com formato semelhante a uma noz, esse é o ponto G. Insira-o mais 5 centímetros, usando um movimento de vai e vem, como um limpador de para-brisa (movendo-o lateralmente) em vez de empurrá-lo para dentro e para fora.
Se seus dedos não forem longos o suficiente, recomenda-se o uso de um brinquedo curvado (como um vibrador para o ponto G) com pelo menos 12,5 cm de comprimento. Alicia Sinclair (fundadora da b-Vibe) afirma: "A anatomia de cada pessoa é diferente, e a localização do ponto A pode variar ligeiramente."
Sinclair aconselha: "Não se preocupe se não sentir muito prazer; o 'ponto ideal' de cada pessoa é diferente." Passos: Relaxe, lubrifique, explore. A primeira vez pode levar de 10 a 15 minutos, como no estudo de 1997.
Aqui estão os passos básicos:
- PreparaçãoPara reduzir o desconforto, relaxe e use um lubrificante à base de água. Escolha um ambiente tranquilo e reservado para maior conforto.
- Localize o ponto GInsira o dedo indicador lubrificado cerca de 2,5 a 5 centímetros, dobre-o para cima em direção ao umbigo e procure o tecido esponjoso em forma de noz (ponto G).
- Exploração aprofundadaContinue raspando cerca de 5 a 7 centímetros mais profundamente a partir do ponto G, próximo à parede vaginal anterior, evitando o contato com o colo do útero (que pode causar dor). Use movimentos laterais suaves de raspagem (semelhantes aos de um limpador de para-brisa).
- Sentimento confirmadoSe você sentir um aumento na pressão ou maior lubrificação, pode ter encontrado o ponto A. Se não sentir nada, tente ajustar o ângulo ou usar um brinquedo sexual.

Brinquedos experimentais
- Os brinquedos sexuais são uma escolha ideal quando os dedos não conseguem penetrar profundamente. Recomendação:
- Tipos de brinquedosEscolha um vibrador ou uma varinha não vibratória com 12 a 18 centímetros de comprimento e uma ponta ligeiramente curvada. O design curvo ajuda a proporcionar uma estimulação precisa.
- Como usarInsira o brinquedo, mantendo a extremidade curva voltada para a parede frontal, e ajuste o ângulo lentamente. Experimente diferentes modos de vibração ou pressão estática.
Precauções
- Evite o colo do úteroO colo do útero está localizado próximo ao ponto A e é particularmente sensível durante a menstruação; o impacto pode causar dor. Seja delicada e mantenha-se próxima à parede anterior.
- diferenças individuaisSe não houver um prazer intenso, é normal. A Dra. Sadie Allison enfatiza: "O 'ponto de prazer' varia de pessoa para pessoa, não há necessidade de forçar nada."

Qual a sensação que o ponto A proporciona?
Ao contrário da firmeza do ponto G, o ponto A tem uma textura semelhante à da vagina, mas torna-se mais macio e esponjoso sob pressão. A Dra. Sadie Allison afirma: "Quando estimulado, ele se lubrifica e a sensação de pressão e sensibilidade aumenta". Descrições de usuários: Sensação de plenitude profunda, orgasmos em ondas, prazer não localizado. Diferentemente dos orgasmos clitorianos, é mais interno e duradouro.

Ponto A vs. Ponto G
| recurso | Ponto G | Ponto A |
|---|---|---|
| Localização | Parede frontal, 5 cm de profundidade | Parede frontal, 10-15 cm de profundidade |
| tamanho | Tamanho da moeda | Área em vez de ponto |
| Métodos de estimulação | Venha aqui para movimentos, penetração superficial | Raspagem profunda, auxílio com brinquedos |
| Sentir | Prazer após urinar | Lubrificação aumentada, pressão profunda |
| Tipo de orgasmo | A pulverização pode | Mais intenso, mais longo |
O ponto G é mais fácil de alcançar, enquanto o ponto A requer uma penetração mais profunda. O Dr. Evan Goldstein chamou o ponto A de "zona A", que é rica em terminações nervosas.

Estimulação no ponto A na prática
Comece com a masturbação e, gradualmente, passe para um(a) parceiro(a). Pontos-chave: relaxamento, comunicação, lubrificação.
Habilidades com os dedos
Deite-se de costas com as palmas das mãos voltadas para cima e explore profundamente. A posição de quatro permite que seu parceiro(a) penetre por trás.
Técnicas de Brinquedo
Escolha brinquedos com curvas de 5 polegadas ou mais.

Estimulação vaginal versus anal
A vagina estimula diretamente o ponto A; o ânus, por sua vez, estimula indiretamente através de suas paredes finas. Este último é indicado para quem prefere sexo anal, mas requer mais lubrificação. A Dra. Sadie afirma: "O ânus pode intensificar a experiência, mas a vagina é mais precisa."

Melhor técnica
- Dedo: Raspe lateralmente.
- Vibrador: Curve a cabeça e ajuste as configurações.

Melhor posição
As seguintes posições são as mais indicadas para a estimulação do ponto A, pois permitem uma penetração profunda e ângulos precisos:
1. Promover missionários
- métodoDeite-se de costas com uma almofada ou cunha sexual sob os quadris e puxe os joelhos em direção ao peito. Seu parceiro penetra pela frente, em um ângulo em direção à parede frontal.
- VantagensO encurtamento do canal vaginal facilita o acesso ao ponto A.
- sugestãoAjuste a altura do travesseiro para garantir o seu conforto.

2. Estilo paparazzi
- métodoA pessoa deve estar de quatro apoios, com o(a) parceiro(a) penetrando por trás, ajustando o ângulo para evitar o colo do útero. A pessoa pode movimentar os quadris para controlar a profundidade.
- VantagensAdequado para penetração profunda; pode incorporar elementos de Game of Thrones.
- PerceberA comunicação ajuda a evitar a dor.

3. Mulher por cima
- métodoO parceiro fica deitado de costas e o sujeito fica por cima dele, controlando o ângulo e a velocidade da penetração. Inclinar-se para a frente é benéfico para estimular o ponto A.
- VantagensAltamente autônomo, ideal para explorar o ritmo pessoal.

4. Cruzamento de embriões
- métodoDeite-se de costas com as pernas ligeiramente elevadas. Seu parceiro(a) penetra seu ânus pela frente, estimulando indiretamente o ponto A. Combinar isso com a estimulação clitoriana intensifica o efeito.
- PerceberÉ necessária lubrificação suficiente; proceda lentamente.

Probabilidade de ejeção
A estimulação do ponto A pode desencadear a ejaculação vaginal, mas é menos comum do que a do ponto G. A Dra. Sadie afirma que o ponto G está mais fortemente associado à ejaculação, mas os orgasmos proporcionados pela estimulação do ponto A geralmente são mais prolongados. Relatos de usuárias sugerem que a penetração profunda (como com um brinquedo de 18 cm) pode desencadear orgasmos semelhantes.

Conclusão
Explorar o ponto A é uma jornada rumo ao prazer sexual, mas não a única. Sinclair enfatiza: "A essência do prazer está na sua própria experiência". Independentemente de encontrar ou não o ponto A, explorar continuamente as respostas do seu corpo, comunicar-se com o seu parceiro e manter a segurança e o conforto são fundamentais para melhorar a sua vida sexual. Se sentir qualquer desconforto, consulte um ginecologista.
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