O julgamento do caso de atentado violento ao pudor de Kenshin Uemura continua, com a defesa argumentando que o incidente de joelho com joelho pode ter sido um acidente. O caso foi decidido em 13 de agosto.
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O julgamento do ator japonês Kenshin Uemura, acusado de assediar sexualmente uma tradutora em um restaurante em Mong Kok, Hong Kong, em 2 de março de 2025, prosseguiu em 31 de julho de 2025 no Tribunal de Magistrados de West Kowloon. A defesa convocou o organizador do evento para depor. A testemunha afirmou que a aglomeração naquela noite sugeria a possibilidade de o contato físico entre o réu e a vítima ter sido um encontro acidental, "joelho com joelho". Em suas alegações finais, a defesa enfatizou que o depoimento da vítima foi exagerado e que o pedido de desculpas do réu não constituía uma admissão de culpa. O magistrado, por fim, adiou o caso para 13 de agosto de 2025, para a prolação do veredicto. Segue abaixo um resumo detalhado do caso, do andamento do julgamento e do contexto relacionado.
Histórico do caso e informações sobre o réu
Kamimura KenshinO réu, de 25 anos, é membro da boy band japonesa "ONE N' ONLY" e ficou famoso por seu papel no drama BL "Underage ~Immature Us Awkward March~" (doravante referido como "Underage"). Ele veio a Hong Kong em 2 de março de 2025 para participar de um encontro com fãs. Após o evento, um banquete comemorativo foi realizado no Restaurante Ming Kee, no 3º andar do número 180 da Rua Portland, em Mong Kok. O réu é acusado de assediar indecentemente uma tradutora que auxiliava no evento naquela noite (referida como "X" pelo tribunal). De acordo com a acusação, o réu fez contato físico inapropriado com X por baixo da mesa, supostamente tocando sua coxa interna, e mostrou repetidamente a ela a mensagem em chinês "Quer ir ao banheiro lá fora comigo?" em seu celular, tentando sair sozinho com X.
O número do caso é WKCC 919/2025O réu foi levado ao tribunal pela primeira vez em abril de 2025. Durante uma audiência anterior, constatou-se que havia indícios suficientes para o indiciamento do réu, mas ele optou por não depor pessoalmente, preferindo que a defesa convocasse testemunhas para refutar as acusações da promotoria.

Detalhes e cronograma do julgamento
Segue abaixo um cronograma detalhado da audiência e dos procedimentos do caso:
2 de março de 2025: A noite do incidente
- LugarRestaurante Ming Kee Chiu, 3/F, 180 Portland Street, Mong Kok
- eventoO réu, Kenshin Uemura, ofereceu um jantar comemorativo em um restaurante com funcionários e alguns fãs após participar de um encontro com fãs do filme "Minor". A queixosa, X, era a tradutora de japonês do evento e sentou-se à mesma mesa que o réu.
- A acusaçãoO réu tocou repetidamente nas coxas de X, incluindo a parte interna, por baixo da mesa, e exibiu a mensagem em chinês "Quer ir ao banheiro lá fora comigo?" em seu celular. X disse que o comportamento do réu a deixou desconfortável e reclamou com o organizador do evento posteriormente.
- Reação do réuSegundo o depoimento de X, o réu pediu desculpas a ela após o incidente, o que a acusação considerou como um pedido de desculpas por sua má conduta.

Abril de 2025: Primeira audiência
- O réu foi formalmente acusado de atentado ao pudor, e o caso foi ouvido pela primeira vez no Tribunal de Magistrados de West Kowloon.
- O réu estava visivelmente mais magro na ocasião e parecia abatido em comparação com suas aparições públicas no Japão.
- O tribunal decidiu que havia indícios suficientes para a prosseguimento do processo, e o caso prosseguiu para a fase formal de julgamento.
31 de julho de 2025: Audiência continuada
- LugarTribunais de Magistrados de West Kowloon
- magistradoYu Jun Xiang
- Testemunha de defesaO organizador do evento, Leung Siu-lun (transliteração), é o chefe japonês da "Yu-Hsing Culture", a empresa que organizou o encontro de fãs de "Underage" em Hong Kong.
- Depoimento de testemunha:
- Leung Siu-lun testemunhou em cantonês, afirmando que se sentou à mesma mesa que X e o réu naquela noite, e que viu o réu e X conversando e rindo juntos em um ambiente harmonioso, e não percebeu que X estivesse infeliz.
- Leung lembrou que o banquete de comemoração era apertado, descrevendo-o como "joelho com joelho", sugerindo que o contato físico pode ter sido não intencional.
- Leung confirmou que o réu foi ao banheiro sozinho, mas, por temer ser assediado por fãs, ofereceu-se para acompanhá-lo. Ele negou que o réu precisasse que X o guiasse.
- interrogatório da acusação:
- A acusação questionou a necessidade de o réu exibir a frase em chinês "Você quer ir ao banheiro comigo?", visto que X entende japonês e os dois poderiam se comunicar diretamente em japonês.
- A acusação enfatizou que o pedido de desculpas do réu demonstrava que ele tinha consciência de sua má conduta.
- Declaração final:
- acusaçãoO depoimento de X foi claro e direto, e ele não vacilou durante o interrogatório, demonstrando um alto grau de credibilidade. O pedido de desculpas do réu e a exibição de caracteres chineses apontaram para intenções impróprias, e ele deve ser considerado culpado.
- defesaO depoimento de X foi exagerado; por exemplo, sua declaração inicial no tribunal de que o réu o tocou na parte interna da coxa foi inconsistente. A defesa enfatizou que o ambiente era apertado, o contato poderia ter sido acidental e o pedido de desculpas do réu não constituía uma confissão de culpa.
- Acordos judiciaisO magistrado Yu Junxiang declarou que precisava de tempo para analisar as provas e adiou a sentença para 13 de agosto de 2025.
13 de agosto de 2025 (data provisória)
- O tribunal proferirá seu veredicto neste dia, determinando se o réu é culpado.

Observações de fora do tribunal e reação do público
As emoções do réuApós a audiência, os olhos de Kenshin Uemura estavam vermelhos e ele enxugou as lágrimas com um lenço ao sair do tribunal, aparentando estar emocionalmente abalado. Ele também sorriu brevemente em alguns momentos, demonstrando claras oscilações em suas emoções. Comparado à sua aparência em abril, ele parecia muito mais magro, refletindo o impacto potencial do estresse do caso em seu bem-estar físico e mental.
Reação dos fãsNaquele dia, o tribunal distribuiu cerca de 200 ingressos para a galeria pública, que estava ocupada principalmente por mulheres jovens, algumas das quais foram identificadas como fãs do réu. Após a sessão do tribunal, algumas fãs viram o réu enxugando as lágrimas e também cobriram o rosto e choraram, demonstrando seu apoio ao ídolo. Outros espectadores olharam para o réu ao final da sessão e exclamaram: "Tão bonito!", refletindo que a popularidade do réu entre parte do público não havia diminuído completamente por causa do caso.
Discussão públicaSegundo informações em tempo real da plataforma X, o caso gerou discussões acaloradas entre os internautas. Alguns usuários apoiam o réu, acreditando que as acusações podem ser exageradas; outros criticam as ações do réu, enfatizando que as celebridades devem agir com cautela. No entanto, como o caso ainda está em julgamento, a opinião pública permanece dividida.

O foco do caso
Credibilidade do depoimento da vítima feminina:
- A acusação argumentou que o depoimento de X foi claro e direto, firme durante o interrogatório, e que o pedido de desculpas do réu demonstrou que ele estava ciente de sua conduta incorreta.
- A defesa questionou o exagero no depoimento de X, como a primeira menção ao toque na parte interna da coxa, e argumentou que suas declarações careciam de consistência.
Fatores ambientais:
- A defesa enfatizou que o banquete comemorativo estava lotado e que o contato provavelmente foi um ato não intencional de "joelho com joelho", e não um assédio intencional.
- A acusação argumentou que as ações do réu foram premeditadas e que a exibição de caracteres chineses indicava que suas intenções não eram puras.
O pedido de desculpas do réu:
- A acusação argumentou que o "Me desculpe" do réu era uma admissão de culpa.
- A defesa argumentou que um pedido de desculpas não é uma confissão, mas pode ser simplesmente uma expressão de cortesia ou uma tentativa de amenizar as tensões.

Exibição do gráfico: Linha do tempo do caso
A seguir, apresentamos uma linha do tempo visual do andamento do caso, mostrando os principais eventos e datas:

Contexto jurídico e possíveis consequências
de acordo comCapítulo 200 das Leis de Hong KongO artigo 122 do Código Penal classifica o atentado ao pudor como crime punível com pena de até sete anos de prisão. O tribunal levará em consideração os seguintes fatores em sua decisão:
- Credibilidade das evidênciasSe os depoimentos da queixosa e das testemunhas são consistentes e credíveis.
- intenção comportamentalA questão é se as ações do réu foram intencionais ou, como alega a defesa, acidentais.
- Fatores ambientaisA disposição dos assentos e o ambiente na cena do crime corroboram o argumento da defesa de que foi um "acidente"?
Se condenado, o réu poderá enfrentar pena de prisão, multas ou prestação de serviços comunitários, sendo a sentença específica dependente da gravidade do caso e dos antecedentes do réu. Se absolvido, o caso minimizará o impacto em sua carreira artística, mas sua imagem pública já poderá ter sido prejudicada.
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